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FACULDADE ANHANGUERA DE TAGUATINGA
QI
20 lotes ímpares 1/25 – Região Administrativa III – Taguatinga/DF
CEP: 72.135-200 (61) 3355 8700
|
Curso: Pedagogia Turma:
3ªserie
Disciplina: Didática da Alfabetização e do
Letramento
Aluno: Elaine Alves dos Santos – RA: 8639287720
Eliane Alves de Sousa-
RA:
8528964741
Hildenice Alves dos Santos-RA: 8638240241
Leandro Rocha Silva – RA: 8487215990
Verônica dos Santos Silva- RA: 8487215987
ATPS:
Didática da Alfabetização e do Letramento
Professor:
Loiane
Taguatinga/DF
Junho/2015
Sumario
Introdução
3
Historia
da alfabetização
4
As
concepções de letramento e de alfabetização
7
Métodos de alfabetização.............................................................................................................8
Atividades que envolvam a leitura e escrita de textos de memória...........................................10
Dissertativo referente ao texto
12
Aspectos
importantes da decifração da escrita
14
As
10 competências a serem desenvolvidas pelo professor
15
Relatos de como foi o processo de alfabetização...........................................................
16
Hildenice Alves dos Santos
............................................................................................16
Elaine Alves dos
Santos..................................................................................................17
Verônica dos Santos
Silva...............................................................................................18
Leandro Rocha Silva.......................................................................................................19
Eliane
Alves de
Sousa....................................................................................................
20
Nesta
ATPS, foi apresentada para a turma,.....................................................................21
Considerações
finais........................................................................................................27
Referencia
bibliográfica..................................................................................................23
Introdução
Este trabalho vem abordando assuntos de suma
importância para a educação aonde vem tratando de tema que se refere à
aprendizagem, pois se trata da alfabetização e letramento onde é trabalhado o
desenvolvimento de competências e habilidades para o uso efetivo da língua em
praticas social. Fazemos um breve estudo sobre as teorias da alfabetização e do
letramento aprofundando o conhecimento sobre o surgimento da leitura e da
escrita na antiguidade e se dava esse processo e como esta alfabetização em
tempos atuais.
Ainda
pesquisamos sobre as sugestões de atividades na alfabetização, e quais seus
aspectos mais importantes no que se refere ao trabalho com a leitura e escrita.
Apontando as definições e características dos métodos de alfabetização. Também
discutimos, analisamos sobre atividades que envolvam a leitura e escrita
de textos de memória, abordamos aspectos importantes da decifração da escrita,
como evidentemente sobre as 10 competências a serem desenvolvidas pelo
professor.
Na
etapa 4 desta ATPS, mostramos como foi o processo de alfabetização dos alunos,
seguindo então um roteiro, identificando em qual estágios e deu sua
alfabetização.
Historia
da alfabetização
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Temas
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Características
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Surgimento da
leitura e da escrita na antiguidade
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Pode
se dizer que a escrita teve inicio com os desenhos feitos em paredes e até
colunas com escritas. A escrita foi acredita se inventada apartir da leitura
dos desenhos, figuras feitas nas cavernas. Ela começou de maneira autônoma e
independente na Suméria, por volta de 3300 ac. É muito provável que no Egito.
Os Maias também inventaram um sistema de escrita independente de um
conhecimento prévio de outro sistema pela ciência.
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Como era o
processo de alfabetização na antiguidade
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Nessa
época de escrita primitiva, ser alfabetizado significava saber ler e escrever
o que aqueles símbolos e depois copiando. A alfabetização nesse caso dava se
com a transmissão do conhecimento relativo à escrita.
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Ênfase dada
pelas primeiras cartilhas escolares até cerca de 1950
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Após
a revolução francesa o estudo foi dividido em lições cada uma enfatizando um
fato. O método do bá-bé-bi-bó-bu começava aparecer com pouca modificação esse
tipo de cartilha passaria a ser o modelo dos livros de alfabetização. Como as
cartilhas davam ênfase á leitura, pois achavam importante ensinar o
abecedário, a leitura era feita através de exercícios de decifração e de
identificação de palavras, por meios dos quais os alunos aprendia as relações
entre letras e sons, seguindo a ortografia da época. Dando ênfase também a
produção escrita pelos alunos e não mais a leitura, o importante agora era
saber aprender a escrever palavras.
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Como
ocorre o processo de alfabetização em tempos atuais
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A
prática escola mais comum em nossas escolas ainda se apoia na cartilha
tradicional. Mais há cada vez mais professores que estão conduzindo um
processo de alfabetização de modo diferente do método da cartilha. Procurando
equilibrar o processo de ensino com o de aprendizagem apostando na capacidade
de todos os alunos.
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As
concepções de letramento e de alfabetização
Dissociar
alfabetização e letramento é um equivoco porque, no quadro das atuais
concepções psicológicas, linguísticas e psicolinguísticas de leituras e
escritas, a entrada da criança ( e também do adulto analfabeto) no mundo das
escrita ocorre simultaneamente por esses dois processos (...). (Soares, 2003,
p.14)
Sem
duvidas não há como fugir, em se tratando de um processo complexo como a
alfabetização, de uma multiplicidade de perspectivas resultante da colaboração
de varias áreas. O referido texto mostra que alfabetização e letramento andam
juntos, ou seja, não podem ser separadas, palavras soltas não tem muito
sentido, a alfabetização baseada em texto diferenciado é recomendado. Sem
duvida pode se analisar que alfabetização é um processo de representação de
fonemas em grafemas, e vice-versa, mas também é um momento de
compreensão/expressão de significados por meio de códigos escrito. Assim não
considera alfabetizada uma pessoa que apenas fosse capaz de decodificar
símbolos.
Ainda
segundo o livro alfabetização e letramento, o conceito de alfabetização
depende, assim, de características culturais, econômica e de tecnológicas, pois
em muitas vezes o meio social, cultural, define ou contribui no processo de
formação do individuo. Como não se pode separar letramento de alfabetização,
observa ainda que diferenças dialetais estar relacionado a problema de natureza
sociolinguísticas. Língua oral e escrita serve a funções diferentes de
comunicação. As mesmas são usadas com diferentes objetivos, até porque esses
objetivos variam de regiões geográficas e sociais, portanto aprender depende
muito da historia de cada individuo, de seu metabolismo intelectual, de seus
interesses é essencial saber que letramento e alfabetização são um processo
construtivo que pode estar na mente e nas ações do individuo, levando em
consideração que é preciso olhar os aspectos sociais e políticos que assim
condicionam a aprendizagem na escola, da leitura e também de escrita.
Conclui
se ou pode levar em conta, que o processo de alfabetização com suas muitas
facetas psicológicas, psicolinguísticas e linguísticas, devem se, portanto
acrescentar contexto cultural, sociais e políticos nessa natureza complexa do
processo de alfabetização.
Métodos
de alfabetização
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Métodos
de alfabetização
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Definição
e características
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Método
sintético
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Iniciam o ensino da leitura com a
apresentação das letras e seus nomes, de acordo com certa ordem crescente de
dificuldade; posteriormente reunidas ás letras em silabas e conhecendo-se as
famílias silábicas, ensinava-se a ler palavras formadas com essas silabas e
letras e por fim, frases isoladas ou agrupadas. Bloomfield, propositor do
modulo fônico desse método, defende que aquisição da linguagem é um processo mecânico,
ou seja, a linguagem seria a formação do habito de imitar um modelo sonoro e
a criança será sempre estimulada a repetir os sons que absorve do ambiente.
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Método
analítico
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Passa a priorizar a historia (conjunto
de frases relacionadas entre si por meios de nexos lógicos), como núcleo de
sentido e ponto de partida para o ensino da leitura, enfatizando-se as
funções instrumentais desse ensino. Opunha-se ao método sintético,
questionando dois argumentos. Um diz respeito à maneira como o sentido é
deixado de lado e outro que suponha que a criança não reconheceria uma
palavra sem antes reconhecer sua unidade mínima.
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Método
misto
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Consiste na mistura intencional e
sistematizada dos métodos, em decorrência da disseminação e da repercussão
dos testes ABC, de Lourenço filho, cuja finalidade era impedir o nível de
maturidade necessário ao aprendizado da leitura e da escrita, visando á maior
rapidez e eficiência na alfabetização. A importância do método fica em
segundo plano uma vez que o ensinar encontra-se agora subordinado á
maturidade da criança e as questões de ordem didática, subordinam-se as de ordem
psicológicas. Entretanto, permanece a função instrumental de ensino e
aprendizagem da leitura e da escrita entendidas como habilidades visuais,
auditivas e motoras.
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Atividades
que envolvam a leitura e escrita de textos de memória
Sequencia
didática atividades, as travas- línguas são formadas por conjuntos de palavras
que juntas em uma mesma frase se tornam difíceis de serem pronunciadas. Essa
manifestação folclórica acaba sendo uma forma de brincadeiras em que os
envolvidos acabam tendo que repetir por varias vezes a mesma expressão em busca
da perfeição.
A
repetição da mesma consoante cria um efeito denominado aliteração. Se forem
ditos muito depressa, é quase impossível pronunciá-los sem tropeçar. Alguns dos
trava-linguas tradicionais não têm outro significado senão o da dificuldade da
articulação ou da repetição da mesma letra.
Atividade:
Público
alvo: 1ª- serie
Atividade
a ser aplicada: frases de trava-língua, distribuídas para a turma. Exemplo:
três pratos de trigo para três tigres tristes.
Metologia:
os alunos tentaram ler devagar e depois para acelerarem a leitura. Os alunos
erão perceber a dificuldade de oralizar rapidamente um trava-língua. A partir
desse momento dialogue com a turma sobre o trava-língua e a imagem apresentada.
Alguém
sabe o que é um trava-língua?
Qual
a sensação de dizer um trava-lingua?
Existe
alguma palavra que se repete?
Qual
a letra mais presente no trava-língua?
A
repetição ajuda ou complica a fala?
Se
lermos devagar a dificuldade será a mesma?
O
que significa travar a língua?
Qual
a relação entre a imagem e o trava-língua?
O
que mais chama a atenção nessa imagem?
O
nó na língua nos faz pensar em quê?
Cronograma:
60 segundos
Avaliação:
o que o aluno poderá aprender com esta aula: Identificar manifestações do
folclore brasileiro por meio do trava-língua;
Desenvolver
a consciência fonológica por meio da exploração dos sons iniciais das palavras
(aliterações) ou finais (rimas).
Desenvolver
habilidades de leitura, de escrita e de interpretação;
Desenvolver
atitudes de interação, de colaboração e de troca de experiências em grupos.
Dissertativo
referente ao texto
O
necessário é fazer da escola uma comunidade de escritores que produzem seus
próprios textos para mostrar suas ideias, para informar sobre fatos que os
destinatários necessitam ou devem conhecer, para incitar seus leitores a
empreender ações que consideram valiosas, para convencê-los da validade dos
pontos de vista ou das propostas que tentam promover, para protestar ou
reclamar, para compartilhar com os demais uma bela frase ou um bom escrito, para
intrigar ou fazer rir... O necessário é fazer da escola um âmbito onde leitura
e escritas sejam práticas vivas e vitais, onde ler e escrever sejam
instrumentos poderosos que permitem repensar o mundo e reorganizar o próprio
pensamento, onde interpretar e produzir textos sejam direitos que é legítimo
exercer e responsabilidades que é necessário assumir. (LERNER,2002,PP.17-18)
Sabemos
que este processo, no qual a escola vem reproduzindo, ou seja, um sistema
excludente no que se refere a seu sistema didático desde a sua fundação
primeira até os dias atuais. Vem excluindo negros, índios, mulatos, até mesmo
brancos, todos pobres, pertencentes a uma classe desprivilegiada que sofre na
pele as atrocidades de uma sociedade capitalista com um sistema de dominação
daqueles que detém o poder econômico sobre o restante da população deste país.
Vemos também que a leitura e a escrita são práticas sociais “aristocráticas”.
Crianças das classes média e alta, por exemplo, têm acesso a possibilidades e a
recursos que as crianças de classe baixa não possuem: como livros; jornais;
internet. No entanto aos poucos essa realidade vai mudando com muita luta e
nada vem por acaso. Assim a reflexão do texto nos mostra que se pode começar neste
ponto no qual a escola deveria assumir um papel social que visa à inclusão de
todos os seus alunos, ricos ou pobres, brancos ou negros, na sociedade e no
mundo. Desta forma Ela deveria se sensibilizar e se responsabilizar pela
democratização das práticas aristocráticas. Ler e escrever são, pois, um
direito de todos e é dever da escola possibilitar a realização deste processo
aos seus alunos é desumana a escola que não possibilita aos seus alunos, em seu
ambiente, o acesso a saberes e práticas que dignifiquem a vida do ser humano
enquanto cidadão pensante e agente da sua própria história.
Vejamos
que de acordo com Paulo Freire (1994, p. 98), sendo um dos maiores filósofos
educacionais do Brasil, disse que “a leitura de mundo precede sempre a leitura
da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. Essa é
uma das ideias mais brilhantes de Freire. A minha leitura de mundo precedendo e
determinando a minha leitura da palavra, e esta sendo fundamentalmente
essencial para a continuidade e a ampliação daquela neste sentido, poderíamos
dizer que texto e mundo se confundem: a leitura e/ou a escrita do texto pode
decifrar o mundo, concebe-se esta ideia como portadora de verdade. E realmente
a frase do texto nos mostra que ler e escrever são
instrumentos poderosos que permitem repensar o mundo e reorganizar o próprio
pensamento, onde interpretar e produzir textos sejam direitos que é legítimo
exercer e responsabilidades. Todavia educar é uma arte, sendo arte, assume, assim
ao mesmo tempo, as funções de possibilitar, compartilhar saberes, prazeres e
sonhos, tomando esse ponto de vista como algo de válido e relevante nesse
processo de construção do indivíduo.
Aspectos
importantes da decifração da escrita
A
historia da decifração tem nos mostrado, que conhecer a língua é o
primeiro requisito para se saber ler. Assim conhecendo uma língua posso usar
esse conhecimento para tentar “ler” algo escrito em outra língua. Outro ponto
importante que percebemos é saber conhecer o sistema de escrita neste
é preciso distinguir um desenho de uma manifestação de escrita, aqui o desenho
representa algo do mundo ou relativo a ele, já a escrita representa a linguagem
oral e esta por sua vez representa o mundo. Outras manifestações importantes é conhecer
o alfabeto este é composto de letras, formando um conjunto, tendo cada
letra um nome, este mesmo é cheio de normas, onde segue normas atuais.
Vemos
ainda que contar historias do alfabeto é talvez uma das melhores maneiras de
apresentar o alfabeto para as crianças, seguinte este raciocínio as letras
são unidades do alfabeto as mesmas representam os sons vocálicos ou consonantais,
por isso conhecelas é muito importante, isso serve para aprender a
distinguir as letras entre si. As letras também têm muitas formas gráficas, isso
acaba gerando diferentes alfabetos, apesar dessa diferença gráfica entre essas formas,
uma mesma letra permanece a mesma, pois exerce a mesma função no sistema de
escrita. Assim as letras são categorias abstratas que desempenham uma determinada
função no sistema, preenchendo um determinado lugar na escrita das palavras.
Apesar de variarem graficamente, as letras como unidades abstratas do alfabeto
têm valores funcionais fixados pela historia das letras, portanto não se pode
escrever letra em qualquer posição numa palavra, por exemplo, escrever a CASA
com letras APXP (onde A=C, P=A, X=S), a alfabetização depende crucialmente do conhecimento
da categorização gráfica e funcional.
Há
outros pontos muito importantes como conhecer a ordem das letras na escrita,
para ler, é preciso ainda saber em que direção à escrita vai. Assim quando
dizemos que escrevemos da esquerda para direita, significa que a sequencia das
letras nas palavras obedece a essa ordem.
As
10 competências a serem desenvolvidas pelo professor
Primeiramente
saber decifrar a escrita é o segredo da alfabetização, e isso é muito
pertinente que o professor tenha em mente, assim ensinar a ler é sua tarefa principal,
no entanto ele precisa de conhecimentos para identificar o
grau de conhecimento da criança, portanto os cursos de formação de professor são
importantes, além disso, como educador o professor precisa ter uma formação
geral. Como um alfabetizador ele certamente deve ter conhecimentos
técnicos sólidos e completos, para ensinar a língua portuguesa é
preciso saber o mais possível sobre a linguagem em geral e sobre a
língua portuguesa em particular. Conhecer profundamente o funcionamento da
escrita e da decifração e como a escrita e a fala se relacionam.
Um
professor bem preparado, com competências sabe exatamente o que fazer em
qualquer situação de seu trabalho. Ele naturalmente precisa se libertar das
pessoas que apresentem soluções miraculosas num livro ou métodos, mas para isso
para que sua autonomia possa se sustentar, deverá, portanto ser realmente
competente e um especialista em sua área.
Relatos
de como foi o processo de alfabetização
Processo
de Alfabetização de Hildenice Alves dos Santos
No
meu processo de alfabetização houve muitos traumas, pois não havia as condições
necessárias para frequentar a escola. Morava no interior da Bahia e a escola
ficava há mais de uma hora de caminhada. Mim recordo com qual idade comecei a estudar,
mas mim recordo como eram os processos de alfabetização. Estudava pela manhã e
tinha que sair bem cedo. Andava muito para poder chegar á escola, e chegava
muito cansada. Não mim lembro como as outras disciplinas eram passadas, mas mim
lembro muito bem da forma como a matemática era ensinada.
A
professora passava a matéria e as provas eram aplicadas de forma oral, ou seja,
a professora fazia a pergunta para cada aluno e quem não respondia, ou errasse
na resposta apanhava com palmatória. Confesso que isso não contribuiu de forma
alguma no meu processo de aprendizado, pois fui tomando raiva da matéria e
traumas que mim fazem até hoje não gostar de matemática. Em 1991 cheguei ao DF
com 11 anos de idade e como não tinha nenhum documento que comprovasse minha escolaridade,
passei por um teste que mim encaminhou para a terceira série na época. Tudo
isso me atrasou muito, pois como a educação era precária onde eu morava fiquei
muito além do que precisava estar com a idade de 11 anos.
Mas mesmo estando prejudicada com relação à
idade não, tive problema nenhum nos anos seguintes e meus professores foram
muito importantes para que continuasse os estudos e não desistisse. Na verdade
tinha os professores como espelhos, talvez a vontade de ser pedagoga tenha
surgido desse comportamento, sempre fui uma boa aluna, minha mãe nunca teve
nenhum problema comigo, por comportamento ou notas baixas. Era quase sempre
aluna destaque e meus professores mim elogiavam muito nas reuniões, hoje
entendo que não era a professora, mas o problema era o sistema bruto e cruel da
época, que além de não dá uma estrutura digna para educar, requeria o
aprendizado de forma bruta e cruel.
Processo de
alfabetização de Elaine Alves dos Santos
A
minha alfabetização foi de forma importante na minha formação acadêmica, de
forma que me ajudou muito a ler, escrever, interpreta, sendo que no meu quarto
ano do ensino médio eu tiver problemas com o desenvolvimento da escrita e de
ler, quando era pequena tiver a língua pressa e isso dificultava na minha fala
e na escrita. E justamente por isso, minha professora do quarto ano chamou
minha mãe, na escola para fala do meu problema.
Minha
mãe se apresentou e a professora falou para ela, que eu tinha problema de
fonoaudiologia, falava e escrevia errado, e ai a professora deu a opção para
minha mãe que se eu passar – se de ano eu provavelmente eu reprovaria no quinto
ano. E minha mãe acatou para reprovação e a professora me encaminhou para a
fonoaudióloga. Fiz o tratamento durante dois anos e fui alfabetizada.
Tinha
conhecimentos de algumas palavras antes de entra na escola, mas fui concluir
mesmo minha alfabetização no ensino fundamental. E em minha opinião, fui
alfabetizada durante o ensino fundamental todo. Tenho boas recordações no meu
ensino fundamental, tinha ótimos professores e aprendi muito com eles.
Processo
de alfabetização de Verônica dos Santos
O
meu processo de alfabetização se deu eu tinha apenas 7 anos de idade nos
primeiros 6 anos eu não frequentava a escola tinha muita vontade mas onde eu
habitava não tinha escola pois morava na zona rural. Foi então que comecei a
buscar conhecimento através de livros cartilhas, abc, foi quando comecei a ler
e juntar as silaba e formar palavras foi e ai eu aprendi a ler então quando foi
para a escola já estava alfabetizado só
não tinha facilidade na escrita .eu me recordo que quando estava me
alfabetizando.
Fiquei
tão envolvida nesse processo que acordava a noite e pegava o livro pra ler e
saia andando pela casa com o livro na mão tentando entender as palavras que
estavam escrita no livro quando eu não conseguia ler uma palavra eu chorava bastante e tentava ate
conseguir ,todas as palavras que eu via na televisão nos painéis eu lia tudo
que via na frente pois estava encantada com as palavras logo quando comecei a
frequentar a escola lia e escrevia bastante e toda vez que a professora pedia
pra alguém fazer uma lição no quadro eu me prontificava pra ler pois estava
descobrindo o mundo da leitura e da escrita.
Processo
de alfabetização de Leandro Rocha
Não
me recordo muito de como foi o meu processo de alfabetização, mais me recordo
que nossa família mudava muito de cidade e isso de certa forma chegou até
atrapalhar no sentido da educação. Não tenho muita certeza, mas me parece que
comecei a estudar, um pouco tarde, devido meus pais sempre esta procurando uma
melhora de vida, moravas um tempo em uma cidade logo íamos pra outra, isso no
estado do maranhão.
Lembro-me
que estudei em um colégio dos padres, chamava maternal, fiquei ali por um bom
tempo, acho que não aprendi quase nada nesse período. Foi então com a cartilha
que comei a me alfabetizar a idade eu não tenho lembrança, deve ter sido entre
6 e 7 anos. Ler a cartilha, o ABC, fiquei nesse maternal, mais vir aprender
realmente na 1ª do ensino fundamental já no morando no Pará, nesse primeiro ano
do ensino fundamental, foi onde conseguir de fato a aprender a ler, escrever
onde tive as noções de matemática entre outros.
As
recordações que tenho é que nesses primeiros anos iniciais, eu era um bom
aluno, em determinadas disciplina tinha facilidades, cegando a ajudar os demais
alunos, me recordo que na época de provas, alguns alunos ficavam reunidos
próximos a mim, pois eu explicava muito bem os prováveis conteúdos que iriam
cair nas provas, isso era muito bom.
Algumas
recordações não eram boas, me refiro às estruturas das escolas, que não
ofereciam condições adequadas, faltava material didático e etc., portanto
somente por volta de 1994 a 1997, foi onde de fato me alfabetizei.
Processo
de alfabetização de Eliane Alves
Tenho
33 anos, comecei as minha série inicial com oito anos, devido minha mãe ter
perdido a data da matricula. Não lembro o nome da minha primeira professora,
mas aprendi a escrever meu nome na primeira serie lembro – me de uma cartolina
dobrada com meu nome escrito dos dois lados de letra cursiva estava guardada
ate esta época.
A
segunda serie foi ótima, pois conheci uma professora maravilhosa o nome dela e
Martinha, ensinava de forma bem dinâmica era alegre e espontânea interagia com
a turma, na hora do lanche disputava quem ficava com a raspa. Tinha disputa de
tabuada quem errasse levava reguada na palma da mão aprendi na marra e não me
arrependo. Tinha uma musica que ela cantava com todos os alunos que contagiava
a sala, “Laiomé, Laiomé, foi na loja do mestre André e comprou um tamborzinho,
bum, bum, bum, um tamborzinho...” e seguia com os instrumentos e continuávamos
a cantar e fazer o barulho do instrumento.
Minha
terceira serie foi com a professora Mirian, ela me ensinou a caligrafia minha
letra era muito feia difícil de entender. A quarta série foi a Maria do Carmo
professora muito fechada na dela, mas aprendi muito. A quinta série foi muito
difícil, pois tivemos muitos professores e muitas outras matérias, quase
reprovei, mas segui firme e forte. A sexta série também um pouco difícil, mas
professores excelentes, A sétima série foi ótima tinha aula de inglês com a
professora Valéria, amei ter aprendido a falar “My name is it?” que significa
Qual é o seu nome?
O
oitavo ano foi muito difícil, as matérias dobraram e alguns professores eram
difíceis de ensinar não se importavam se os alunos estavam assimilando o
conteúdo ou não. O primeiro ano do segundo grau foi apavorante, pois não
entendia absolutamente nada, parecia esta em outro planeta. O segundo um pouco
complicado, mas gostava muito de artes plásticas o que me conquistou de cara. O
terceiro um pouco dos demais, consegui assimilar o conteúdo e concluir o
ensino.
Nesta
ATPS, foi apresentada para a turma.
Menina
bonita de laço de fita.

Podemos
analisar que esta atividade mostra como trabalhar o desenvolvimento do tema da
diversidade, não somente com o objetivo de apresentar aos alunos a riqueza da
diversidade étnico-cultural brasileira, mais contribuindo para que as crianças se
apropriem de valores como o respeito a si próprias e ao outro, mas também com o
objetivo de elevar a autoestima do aluno negro. Segui então abaixo trechos da
historia poema;
Era
uma vez uma menina linda, linda. Os olhos pareciam duas azeitonas pretas
brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros. Apele era escura e lustrosa,
que nem o pelo da pantera negra na chuva. Ainda por cima, a mãe gostava de
fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fita coloridas. Ela
ficava parecendo uma princesa das terras da áfrica, ou uma fada do Reino do
Luar. E, havia um coelho bem branquinho, com olhos vermelhos e focinho nervoso
sempre tremelicando. O coelho achava a menina à pessoa mais linda que ele tinha
visto na vida. E pensava:- Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e
linda que nem ela...Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou:-
Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?A
menina não sabia, mas inventou:- Ah deve ser porque eu caí na tinta preta
quando era pequenina... O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e
tomou banho nela. Ficou bem negro, todo contente. Mas aí veio uma chuva e lavou
todo aquele pretume, ele ficou branco outra vez. Então ele voltou lá na casa da
menina e perguntou outra vez: - Menina bonita do laço de fita, qual é o seu
segredo para ser tão pretinha?A menina não sabia, mas inventou:- Ah, deve ser
porque eu tomei muito café quando era pequenina. O coelho saiu dali e tomou
tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou
nada preto. - Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha?
A menina não sabia, mas inventou:- Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba
quando era pequenina. O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até
ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer
muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba.

Mas
não ficou nada preto. Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra
vez:- Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?A
menina não sabia e... Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada,
quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha,resolveu se meter e
disse:- Artes de uma avó preta que ela tinha... Aí o coelho, que era bobinho,
mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade,
porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os
parentes tortos. E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a
menina tinha era que procurar uma coelha preta para casar. Não precisou
procurar muito. Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava
aquele coelho branco uma graça. Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada
de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não para mais! Tinha
coelhos de todas as cores: branco, branco malhado de preto, preto malhado de branco
e até uma coelha bem pretinha. Já se sabe afilhada da tal menina bonita que
morava na casa ao lado. E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço
sempre encontrava alguém que perguntava: - Coelha bonita do laço de fita, qual
é o teu segredo para ser tão pretinha?E ela respondia:- Conselhos da mãe da
minha madrinha.
Aqui trazemos algumas
sugestões para se trabalhar sobre este tão pertinente em nossa sociedade, como
base no projeto de Ana Maria Machado, menina bonita do laço de fita.
A
sugestão é que as atividades sejam desenvolvidas durante um período mínimo de
cinco dias, (lembrando que essa sugestão de aulas não poderá ocorrer num dia
só) no decorrer dos qual o professor irá:
1.
Apresentar a história à classe, contando-a, sem mostrar o livro.
2.
Pedir às crianças que deem um título (um nome) à história ouvida, escrevendo na
lousa as sugestões apresentadas faltam 34. Dizer o título do livro:
"Menina bonita do laço de fita" e comparar com os nomes apresentados
pelos alunos na atividade 2, perguntando a eles se gostaram mais do nome
escolhido por eles próprios ou o escolhido pela autora; mostrar às crianças que
nem sempre temos a mesma opinião sobre um mesmo fato ou situação e que o
importante é que aprendamos a respeitar todas as opiniões; comentar os nomes
escolhidos pelos alunos, na medida em que se afastam ou se aproximam do nome
original da história.
5.
Mostrar a capa do livro aos alunos. "Ler" a imagem da capa com eles,
fazendo perguntas sobre a ilustração: a cor da pele da menina, do coelho, o
cabelo da menina (quem usa cabelo assim? é difícil fazer um penteado como esse?
leva muito tempo?). Destacar o olhar apaixonado, pensativo-sonhador do coelho.
Pedir aos alunos que mostrem o que mais na ilustração indica que o coelho está
apaixonado. Dizer o nome do ilustrador e falar sobre a importância da
ilustração na leitura.

6.
Ler o livro para os alunos, agora parando em cada página, mostrando as imagens
e destacando as palavras e expressões que valorizam a menina, que a retratam
como bela: “Era uma vez uma menina linda, linda”. Os olhos dela pareciam duas
azeitonas, daquelas bem brilhantes. Os cabelos eram enroladinhos e bem negros,
feitos fiapos da noite. “A pele era escura e lustrosa, que nem o pêlo da
pantera negra quando pula na chuva.”. Os adjetivos e comparações usados pela
autora vão além de aguçar a imaginação infantil (olhos = duas azeitonas
daquelas bem brilhantes; cabelos = fiapos da noite; pele = pêlo da pantera
negra quando pula na chuva); eles evocam uma imagem positiva da menina, valorizando
nela aspectos como cabelo e cor de pele, que normalmente são "maquiados”,
escondidos, quando a personagem é negra. A beleza natural da menina ganha
enfeites que reforçam seu encanto, dando a ela ares de personagem de contos de
fadas, pois: “Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela
e enfeitar com laço de fita colorida”. “Ela ficava parecendo uma princesa das
Terras da África, ou uma fada do Reino do Luar”. Esses dois trechos contribuem
para que, ao imaginário infantil a menina seja apresentada como uma bela
princesa de contos de fadas, o que é extremamente positivo e eleva a autoestima
da criança, que se identificará com a heroína. Perguntar aos alunos se eles têm
uma ideia de por que o coelho quer ter a cor de pele da menina. Será que ele
não está satisfeito com a própria cor? Comentar com as crianças as respostas dadas.
É importante que o (a) professor (a) destaque que além de muito bonita, essa heroína
é também muito esperta e criativa, pois mesmo não sabendo responder às perguntas
do coelho, sempre tem uma solução para que ele se torne da cor desejada: cair na
tinta preta, tomar muito café, comer muita jabuticaba... Antes de ler o trecho
que fala da intervenção da mãe no diálogo entre a menina e o coelho, perguntar
se alguém lembra.

7.
Aproveitar a descoberta do coelho ("a gente se parece sempre é com os
pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos") e perguntar aos
alunos com quem eles acham que se parecem. Essa atividade pode desdobrar-se em
outras, por exemplo: a) as crianças podem entrevistar os pais para saberem com
quem se parecem e apresentar os resultados da pesquisa oralmente (Por exemplo,
dizendo frases como: Minha mãe diz que meus olhos são parecidos com os dela,
mas que meus cabelos e minha boca se parecem com os da minha avó.); b) os
alunos podem levar fotografias de parentes (pais, avós, tios, irmãos, por
exemplo); atrás de cada foto deve constar o nome da criança que a trouxe; os
alunos dividem-se em grupos de quatro. As fotos de cada grupo são empilhadas,
com a frente para cima; os alunos tiram a sorte para ver quem começa jogando; o
primeiro pega a primeira foto e tenta adivinhar quem a trouxe, observando as
semelhanças entre as fotos e os colegas de grupo; se foi ele mesmo quem trouxe
a foto, deve embaralhar a pilha, para que a fotografia saia do primeiro lugar;
enquanto for acertando, o jogador continuará jogando. Ganhará o jogo quem tiver
acertado mais. Ao final, as crianças devem contar aos colegas de grupo quem são
as pessoas que estão nas fotos. Terminada a brincadeira, o (a) professor (a)
colocará para a turma a seguinte questão: somos parecidos com as pessoas da
nossa família? O coelho branco estava certo em suas conclusões? 9. Organizar
uma roda de conversas. Reler o trecho: “O coelho achava a menina a pessoa mais
linda que ele tinha visto em toda a vida”. E pensava: - Ah, quando eu casar quero
ter uma filhinha pretinha e linda que nem ela." Questionar: O que é ser
bonito? Como uma pessoa deve ser para ser bonita? Provavelmente surgirão
respostas diferentes umas das outras. Retomar o que foi dito na atividade nº 4
e mostrar às crianças que nem sempre temos a mesma opinião sobre um assunto e
que isso é muito bom, pois o mundo seria muito aborrecido se todos pensassem do
mesmo jeito e se, por exemplo, só existisse um único modelo de beleza. Destacar
que o importante é respeitar as diferenças. Conversar com a classe sobre os
padrões de beleza existentes em "Menina bonita".
10.
Mostrar, num mapa-múndi, os cinco continentes - a América, a Europa, a Ásia,
África e a Oceania, ressaltando que eles são divididos em países, cada um com
seus costumes e tradições, suas festas, músicas e danças, suas religiões e seu
jeito de ser, pois ninguém é igual a ninguém e é isso que dá graça à vida.

11.
Conversar com as crianças sobre as "famílias" (povos) que formam o
Brasil: os índios, o negro, o colonizador europeu, os imigrantes italianos,
japoneses, árabes, judeus etc. Explicar que esses povos foram se cruzando, para
formar a grande família brasileira, que tem as características de suas origens.
Lembrar aqui as contribuições desses povos nas festas, na música, na culinária,
nas histórias etc.
Considerações
finais
Portanto
a alfabetização e letramento vêm ao longo da historia evoluindo, pois novos
elementos e adequações são introduzidos possibilitando assim trabalhar o
desenvolvimento de competências e habilidades para o uso efetivo da língua em
praticas social, desta forma O referido texto mostra que alfabetização e
letramento andam juntos, ou seja, não podem ser separadas, palavras soltas não
tem muito sentido, a alfabetização baseada em texto diferenciado é recomendado.
Sem duvida pode se analisar que alfabetização é um processo de representação de
fonemas em grafemas, e vice-versa, mas também é um momento de
compreensão/expressão de significados por meio de códigos escrita.
Deste
modo pode-se analisar que o conceito de alfabetização depende, assim, de
características culturais, econômica e de tecnológicas, pois em muitas vezes o
meio social, cultural, define ou contribui no processo de formação do individuo.
A
historia da alfabetização nos mostra que a escrita teve inicio com os desenhos
feitos em paredes e até colunas com escritas, a escrita foi acredita se
inventada apartir da leitura dos desenhos, figuras feitas nas cavernas. E que o
processo de alfabetização na antiguidade se dava apartir ou significava saber
ler e escrever o que aqueles símbolos significavam e depois copiando. A
alfabetização nesse caso dava se com a transmissão do conhecimento relativo à
escrita.
E
que nos dias atuais muitas de nossas escolas ainda se apoiam na cartilha
tradicional. Mais há cada vez mais professores que estão conduzindo um processo
de alfabetização de modo diferente do método da cartilha. Procurando equilibrar
o processo de ensino com o de aprendizagem dos alunos. Entre os métodos de
alfabetização o Misto consiste na mistura intencional e sistematizada dos
métodos, em decorrência da disseminação e da repercussão dos testes ABC, de
Lourenço filho, cuja finalidade era impedir o nível de maturidade necessário ao
aprendizado da leitura e da escrita, visando á maior rapidez e eficiência na alfabetização.
Muito
interessante é que a historia da decifração tem nos mostrado, que conhecer a
língua é o primeiro requisito para se saber ler Apesar de variarem
graficamente, as letras como unidades abstratas do alfabeto têm valores
funcionais fixados pela historia das letras, portanto não se pode escrever
letra em qualquer posição numa palavra, por exemplo, escrever a CASA com letras
APXP (onde A=C, P=A, X=S), a alfabetização depende crucialmente do conhecimento
da categorização gráfica e funcional.
Pode-se
analisar também que o processo de alfabetização dos alunos em sua maioria teve
inicio no primeiro ano ensino fundamental. Disse um autor muito importante que
“a leitura de mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta
implica a continuidade da leitura daquele”. Essa é uma das ideias mais
brilhantes de Paulo Freire. Deste modo um professor bem preparado, com
competências sabe exatamente o que fazer em qualquer situação de seu trabalho
dentre essas podemos citar por exemplos que como um alfabetizador ele
certamente deve ter conhecimentos técnicos sólidos e completos, para ensinar a
língua portuguesa é preciso saber o mais possível sobre a linguagem em geral e
sobre a língua portuguesa em particular. Conhecer profundamente o funcionamento
da escrita e da decifração e como a escrita e a fala se relacionam.
Segundo
então o texto (LERNER, 2002, PP.17-18), ler e escrever são, pois, um direito de
todos e é dever da escola possibilitar a realização deste processo aos seus
alunos é desumana a escola que não possibilita aos seus alunos, em seu
ambiente, o acesso a saberes e práticas que dignifiquem a vida do ser humano
enquanto cidadão pensante e agente da sua própria história.
Bibliografia
SOARES.
Magda. Alfabetização e Letramento 6ª. São Paulo: Contexto, 2010.
CAGLIARI,
Luís Carlos. Alfabetização sem o bá-bé-bi-bó-bu. 1ª Ed. São Paulo: Scipione,
2009. Cap.8-pp 164ª 196.
Machado.AnaMaria_MeninaBonitadelaçodefitawww.cantinhodoprofessor.org/consciencia_negra/projeto_menina_bonita.htm
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